6/21/2006

A Profecia 2006 (Thriler - Suspense)

***
(3 estrelas)
Mais um filme com começo de impressionar, nos mostra do que se trata o filme e pelo pavor nos padres e no Papa (sózia de João Paulo II) nos dá uma idéia do quão perigoso é.
Daí para frente vemos uma história de suspense realmente assutadora, nao pelos momentos onde pulamos da cadeira e sim por sentir a proximidade do fim. De tudo!
Com ótimas cenas em lindas paisagens, com cenários exuberantes e montagem bem feita, somos conduzidos de uma forma clássica dos filmes de terror antigo. E é exatamente aí que o filme falha. Completamente datado e exatamente feito em cima do roteiro original o filme nos mostra um formato antigo e muito lento para os dias de hoje. O que nos deixa com a pergunta:
Se não foi pra mudar nada, por que não relançar o original versão do diretor ou o que seja?
Aliás, o Damien do original é bem melhor que esse que apenas impressiona, o outro dava muito medo!
As outras atuações são discretas, a ressaltar a Julia Stiles que consegue sobressair.
Depois de um tempo de assistir o filme ele começa a cair no conceito exatamente por nao trazer nada de inovador. Para isso eu alugo o original! As estrelas vão por que o filme original é bom, e como esse é cópia...

Hard Candy (Thriler - Psicológico)

****
(4 estrelas)

Esse é um file que eu gostaria de ter feito. A ótima história consiste na ação de uma garota de 14 anos (será?) contra um homem que possivelmente violentou e matou (será??) uma garota muito nova. Pedofilia, tortura, violencia e vingança são coisas normais no filme. Todas as ações dos personagens são compreensiveis e isso nos deixa sempre no meio de tudo. Sem saber que quem acreditar. No cara que parece ser apenas humano, com suas falhas, virtudes ou um assassino sexual doente? Na garota que parece nao ser inocente e pode ter errado o alvo, ou está agindo em nome de todas as mães, irmãos e pais de todo mundo?
Com uma fotografia magistral nas composições de cena, nos cenários e nas tomadas, o filme tambem confirma a qualidade ao apresentar uma filmagem dinamica, tremida e emocionante. Tudo isso montado de uma maneira abrupta que nos deixa sempre tensos.
O roteiro atrapalha um pouco o ritmo pois peca na conduçao da história. Vemo em certo momento que estamos a muito tempo apenas "esperando o final", e isso num filme nao é muito bom, mas nao chega a comprometer.
As atuações sao outro ponto forte do filme. Apesar da garota (Ellen Page) atuar em certos momentos de forma exagerada, o ator (Patrick Wilson) atua de forma perfeita conferindo ao personagem a credibilidade necessária. Detalhe: Suas mãos realmente ficaram roxas nas cenas em que ele está amarrado, pois chegou a ficar 3 horas amarrado.
Um filme cabeça que nao pretende mudar o mundo do cinema e por isso se torna uma boa diversão para quem gosta de sair no cinema com a puga atrás da orelha.

Código Da Vinci (Thriler - Aventura)

***
(3 estrelas)
Baseado em um livro fraco com falhas amadoristicas o filme surpreende por apresentar uma qualidade superior. Coisa que é dificil no mundo do cinema. Adaptações melhores que os originais. O livro inventa um fato (a existencia do Graal) e usa isso para criticar a igreja católica por esconde-lo (com tanta coisa pra criticar a igreja... ) e o pior foi que a igreja aumentou a venda do livro entrando na polemica e tentando argumentar com o autor. Sorte pra ele.
A história como o original ainda é fraca. Nos leva de um lado a outro atrás de pistas sem se preocupar em dar credibilidade para os atos dos personagens. O dano maior é controlado por um roteiro enxuto e sem pretenções de clássico. Que simplismente elimina as partes de critica idiota a igreja e deixa o filme mais empolgante e crível.
O que realmente se destaca no filme são as atuações. Tom Hanks, mais jovem que nunca, conduz o filme com uma credibilidade impressionante. Mas quem rouba o filme é Sir Ian McKellen, que aunda aparece confere ao filme uma suave complexidade de encher os olhos.
No final das contas o saldo é bem positivo, deixando a quem sai da sala com a impressão de que tudo é uma questão de fé.

X-Men 3 (Ação - Blockbuster)


*
(1 estrela)

O que mais imcomoda num filme é quando a hsitória é muito ruim. E é exatamente esse o pior problema de X-Men 3. Uma repetiçao invertida do primeiro e uma chata adaptaçao do que existe de pior nos quadrinhos mutantes. O mesmo tema repetido exaustivamente, o preconceito dos humanos contra os mutantes, o ódio do Magneto pelos humanos e a luta dos X para que tudos vivam em paz.
Com dialogos fracos e previsiveis o filme ainda peca ao expor um Wolverine violento que nao derruba uma gota de sange durante todo o filma. Isso apenas para poderem deixar a classificação do filme com Livre. E depois de assistir voce sente isso mesmo, o filme foi feito para crianças. Todos fazem gestos teatrais quando usam seus poderes, com cabelos empinados, caras e bocas exageradas, atuaçoes sofriveis (como a do Ciclope) e Motivaçoes incompreensiveis.
Como salvar um filme desses? Não tem jeito.
Os personagens estão mais razos que nos dois espisódios anteriores e chagam a ser caricatos.
Algumas perguntas:
Como um jovem de 10 ou 13 anos consegue equipamentos médicos para cortar as asas e ninguem pergunta nada? Porque diabos fazer um alboratório em Alcatraz? Como desenvolveram a cura durante todo tempo sem ninguem saber? Que diabo de nome original é esse, "a cura"? Como o Magneto sustenta a ponte no ar sem poderes? O que a Jean Grey foi fazer nesse filme (já que tudo vai voltar ao normal no proximo)?Como que exatamente a parte que cobre a cintura do Wolverine nao queimou já que até a pelo do cidadão estava queimando? De onde vem a maldita luz que ilumina a ilha toda quando tudo está destruido? Alguem pode matar o diretor por favor?
Resultado Final: É de chorar!!!
E pensar que tem gente que coloca na mesma frase esse filme e o Batman - Returns. Sacrilégio!!!

Mi:3 (Ação - Blockbuster)


****
(4 estrelas)
Começar forte é uma das principais regras de uma boa história e nisso MI3 é notavél. Mesmo se utilizando de um recurso batido que é iniciar o filme do meio e voltar com Flashback, o início surpreende e prende a atençao de todos.
Uma das revelações do filme é o jeito com que ele apresenta as missões, sem mostrar toda aquela preparação que já nos é conhecida demais, ele pula direto para a ação. Que é o que todos querem ver.
Com cenas inspiradas (como a do Vaticano) e ideias originais como a fuga desastrada de Ethan pela janela do prédio enquanto acompanhavamos uma discuçao metros abaixo, o filme marca a série como o melhor de todos e consagra o novato diretor (novato nas telonas... nas telinhas o cara é velho) J.J. Abrahns como a nova promessa dos filmes de ficção e ação.
A participaçao do vilão (Philip Seymour Hoffman - ganhador do Oscar de melhor ator por Capote) passa despercebida. Não pela qualidade do ator, que é sabida de longa data, mas pela pequena parte que lhe cabe no roteiro. E ainda assim quando aparece na tela, seu potencial se nota pela expressão ironica e maléfica.
O artigo buscado por todos é o misterioso Pé-de-coelho que até o fim não sabemos bem o que é e também nao interessa. Ao contrario da mala de Pulp Ficcion, nesse temos uma ideia boa do que se trata sem cair no ridiculo.
Resulatdo final: Um filme atraente e emocionante com um roteiro fraco construido "para" as cenas e nao o contrário. Mas... um bom blockbuster, como a muito tempo eu não via.